Terapias Quânticas: Ciência ou Pseudociência? - Rosangela Arnt

Terapias Quânticas: Ciência ou Pseudociência?

Dra. Rosangela Arnt

Atualmente, existe uma verdadeira guerra entre a chamada medicina convencional aliada a indústria farmacêutica contra o crescimento das práticas integrativas em geral, e em especial, o uso de técnicas e produtos que atuam na energia do ser humano, como Reiki, a homeopatia, os florais e os óleos essenciais, entre muitos. Com as facilidades de acesso às informações, as pessoas estão procurando formas de tratamento complementar e integrativo que sejam naturais, sem efeitos colaterais, e que permitam que o próprio paciente opine sobre seu tratamento, e faça suas escolhas. As doenças crônicas degenerativas, as autoimunes, as emocionais, e alterações inespecíficas de saúde, são as situações mais suscetíveis de serem abordadas com essas propostas diferenciadas.

Um dos problemas é a dificuldade que os profissionais da área da saúde e mesmo os pesquisadores, estão apresentando em entender a fundamentação científica dessas terapias. Ainda existe muita falta de vontade em estudar e informar-se sobre a comprovação clínica de algumas dessas terapias. Outra situação comum é a obstinação em não sair de suas zonas de conforto.

A principal questão que está em discussão agora é se essas práticas ou terapias baseadas nas teorias quânticas são ciência ou pseudociência. Aparecem diversos artigos em revistas e jornais levantando essa dúvida, porém nesses não existe nenhuma referência bibliográfica ou estudo realmente sério e científico que confirme as opiniões dadas por esses autores, que se dizem cientistas. Muitos até apresentam currículos acadêmicos invejáveis, mas não tem estudos na área das teorias quânticas, sobre a qual eles opinam de forma contundente. Na verdade, eles se comportam exatamente como eles criticam, ou seja, não apresentam evidências científicas que confirme ou comprove que não podem ser usadas as teorias quânticas para fundamentar as terapias integrativas energéticas.

De acordo com Albert Einstein, um dos maiores cientistas de todos os tempos, “A ciência só pode determinar o que é, não o que ‘deve ser’, e fora de seu domínio permanece a necessidade de juízos de valor de todos os tipos”.

Afinal, o que é ciência? A palavra ciência vem do latim “scientia” que quer dizer “conhecimento”. No dicionário da língua portuguesa – Dicionários Porto Editora – é um conjunto sistematizado de conhecimentos obtidos mediante observação e pesquisa metódica e racional, a partir dos quais é possível deduzir fórmulas gerais passíveis de aplicação universal e de verificação experimental.

Por definição: o método científico refere-se a um conjunto de regras básicas dos procedimentos que produzem o conhecimento científico, quer um novo conhecimento, quer uma revisão ou evolução, ou uma extensão na área de incidência de conhecimentos já existentes. A maioria das disciplinas científicas consistem em juntar evidências empíricas verificáveis, baseadas na observação sistemática e controlada, com a aplicação do método científico. O uso da lógica serve para analisar as experiências ou pesquisas de campo. Para muitos autores, o método científico nada mais é do que a lógica aplicada à ciência.

E o que é Pseudociência? Talvez a melhor definição que se encontra na internet seja: conjunto de teorias, métodos e afirmações com aparência científica, mas que partem de premissas falsas e/ou que não usam métodos rigorosos de pesquisa.

Se compararmos o que os artigos que alegam que as terapias integrativas quânticas não são científicas, com a definição de pseudociência, esses autores estão aplicando pseudociência nos seus artigos!! Pois, não apresentam nenhum método de pesquisa rigoroso para confirmar suas opiniões.

Mas, será que as teorias quânticas podem ser usadas como fundamentação científica para as terapias integrativas energéticas? Vamos rever algumas dessas teorias e mostrar as possibilidades.

Para darmos essa fundamentação científica, começa-se com a premissa de que “tudo é energia, e isso é tudo o que há”, como dizia Albert Einstein. Ou como Nicola Tesla, cuja frase mais repetida até hoje é: “Se você quiser descobrir os segredos do universo, pense em termos de energia, frequência e vibração”.  Usando a lógica exigida pela ciência, se tudo é energia, os seres humanos também são (vide comprovação #1).

Ainda, a parte do universo que se apresenta como matéria é feita de átomos, e o corpo humano também é. Essa verdade é indiscutível, pois a ciência reducionista que ainda impera, dividiu o ser humano em pedaços cada vez menores, para estudá-los melhor. Portanto, o átomo começa tudo que se transforma em matéria. De acordo com a teoria do início do universo, a teoria do Big Bang, a energia que iniciou o universo está em expansão, e ao longo de 13,7 bilhões de anos (vide comprovação #2), essa energia foi se organizando em luz (energia eletromagnética), subpartículas, partículas, átomos, moléculas, e tudo mais. Assim, podemos entender que a energia criadora de tudo, que estava lá no Big Bang, e expandiu criando tudo o que há, está no átomo, que nada mais é que energia condensada, ou como os físicos dizem, colapsada em matéria. A física quântica entra exatamente aqui, explicando a natureza dos átomos, ou seja, explicando que se tudo é energia, os átomos são energia, que colapsa em forma de matéria.

Mas, existe uma comprovação científica do que eu afirmo acima? Com certeza!

Comprovação #1 – Tudo é energia, e podemos comprovar, começando com a famosa experiência da dupla fenda, que foi realizada primeiramente em 1801, por um físico chamado Thomas Young, que comprovou que a luz é uma onda eletromagnética, fazendo um feixe de luz passar por 02 fendas e, com a difração que acontece, as ondas formam um padrão de interferência no anteparo colocado atrás. Muito tempo depois, em 1961, Claus Jönsson (Claus Jönsson: Electron Diffraction at Multiple Slits. In: American Journal of Physics. Band 42, 1974, S. 4–11), consegue a realização dessa experiência com elétrons, mostrando que os elétrons se comportam como ondas, ao serem emitidos por um canhão, e passarem por 02 fendas, pois ao longo do tempo, os elétrons fazem a mesma difração, como ondas, criando um padrão de interferência no anteparo, e a dualidade onda-partícula se confirma. Mas, como a ciência exige a reprodutibilidade, em 1974, os físicos italianos Pier Giorgio Merli, Gian Franco Missiroli, and Giulio Pozzi repetiram a experiência usando elétrons, um de cada vez, demonstrando que cada elétron interferia com ele mesmo como previsto na teoria quântica. Portanto, a experiência da dupla fenda dá a certeza de que toda a matéria do universo, na verdade, é formada de energia, pois tem função de onda.  Essas experiências feitas em laboratórios de física em diversos países, com reprodutibilidade de resultados, garantem a comprovação científica de que tudo é energia, que pode ser utilizada como fundamentos para explicar as terapias por energia. Se tudo é energia, e o ser humano também é, nada mais lógico do que iniciar qualquer tentativa de beneficiar alguém que precisa promover sua saúde, através do uso da emissão da energia, quer sejam biofótons emitidos com atenção e intenção pelo terapeuta/profissional da área da saúde, quer através de produtos que carreiam a energia para a pessoa necessitada de harmonização energética. (P. G. Merli, G. F. Missiroli, and G. Pozzi, ‘‘On the statistical aspect of electron interference phenomena,’’ American Journal of Physics 44 (1976), 306–307.)

Comprovação #2 – A Wilkinson Microwave Anisotropy Probe (WMAP) é uma sonda da NASA, lançada em 2001, cuja missão era estudar o espaço profundo, usando radiômetros diferenciais de micro-ondas que medem as diferenças de temperatura entre dois pontos do céu, a cerca de 1,5 milhões de quilômetros da Terra. Essa tecnologia observou a radiação cósmica de fundo em micro-ondas, que é um remanescente do Big Bang. O objetivo da missão WMAP era testar as teorias sobre a origem e evolução do universo. De acordo com os modelos atuais do universo, os dados do WMAP mostraram que: A idade do universo é de (13,7 ± 0,2) bilhões de anos; o universo é composto por cerca de 4% de matéria ordinária, 23% de matéria escura e de cerca de 73% de energia escura. Os dados de três anos do WMAP foram publicados ao meio-dia de 17 de março de 2006. A missão durou até 2010. ((VILLELA NETO, Thyrso (dezembro de 2009). «A radiação cósmica de fundo – O ruído do universo». ICH. Ciência Hoje. 45 (266): 28-33)

 Outra forma de fundamentar o uso das terapias integrativas quânticas é mostrar que o observador, ou seja, a própria pessoa, é o responsável pela sua realidade. Pode-se utilizar desse argumento para ajudar o indivíduo a fazer as escolhas da realidade que ele quer, e sair de uma situação de doença para uma de saúde, por opção dele. A meditação, mindfullness, repetição de comandos positivos, hipnose consciente, e muitas outras técnicas estão nessa categoria. As chamadas curas espontâneas da medicina convencional, são definidas por essa escolha da pessoa. (Vide comprovação #3).

Comprovação #3 – Em 1978 Jonh Wheeler publica seu livro “Fundamentos matemáticos da física quântica” e choca a todos com a experiência da “opção retardada”, que comprova que somente o observador é que cria o mundo lá fora; pois um fenômeno só será um fenômeno, se for um fenômeno observado, sem observação tudo está em um estado potencial. Portanto, o passado também não existe, pois só acontece realmente quando está sendo reportado no presente. (Wheeler, J. A. in Mathematical Foundations of Quantum Theory (ed Marlow, A. R. Academic Press, 1978).

Professor Andrew Truscott (L) with Ph.D. student Roman Khakimov.
Australian National University

Mais recentemente, em 2015, na Universidade da Austrália, o Professor Andrew Truscott com seu aluno Ph.D. Roman Khakimov repetiram uma experiência tipo dupla fenda, mas de forma semelhante ao realizado por Jonh Wheeler na sua experiência “opção retardada”. Desta vez eles usaram um átomo inteiro de hélio. O incrível é que essa experiência comprova que o átomo se comporta como energia, ou seja, onda, quando não é observado, e, mais difícil de acreditar ainda, esse experimento prova que a realidade não existe até ser medida/observada. E nesse experimento foi utilizado um átomo inteiro, o que passa a demostrar que a física quântica também pode ser aplicada à corpos maiores do que as partículas de dentro do átomo. Isso é para chamar a atenção para os céticos que dizem que a física quântica somente serve para explicar o microcosmo, de coisas muito pequenas, como as partículas de dentro átomo, que são escalas muito menores. Com esse resultado, os pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália revelaram que a física quântica controla também o macrocosmo, complementando a física clássica. (Australian National University. “Experiment confirms quantum theory weirdness.” ScienceDaily. 27 May 2015.)

“A natureza no nível quântico não é uma máquina que segue, inexorável, seu caminho. Em vez disso, a resposta que obtemos depende da pergunta que fazemos, do experimento que montamos, do instrumento de registro que escolhemos. Estamos inescapavelmente envolvidos em fazer com que aconteça aquilo que parece estar acontecendo”. Jonh Wheeler

(O Universo Auto-consciente de Amit Goswami, p. 102).

Quando se vê tantas evidências científicas publicadas e muitas mais, que salientam a natureza quântica do ser humano, sua formação energética mais profunda, estudada já dentro da matéria médica da biofísica quântica, é impossível acreditar que as terapias integrativas são baseadas em pseudociência! Realmente, apenas aqueles cientistas que, por serem obtusos, sem a mente aberta para todas as possibilidades, acreditam nessa alegação simplista, que não busca o fundamento científico.

Falando em biofísica quântica, vamos lembrar que a visão, a audição, o tato e o paladar são os sentidos humanos totalmente modulados e coordenados pela física quântica. Assim como o cérebro humano, que funciona por ressonância, e tem os microtúbulos com as proteínas qubits, fazendo superposição, da mesma forma que o computador quântico. Na biofísica, a física explica a biologia.

Dentro da explicação de como as células humanas funcionam, encontra-se o trabalho científico publicado em 1989, feito por Tian Y. Tsong, professor da Universidade de Minesota, cujo nome é: “Acoplamento Eletroconformacional de Ressonância: Um Mecanismo Proposto para Transduções de Energia e Sinal por Proteínas de Membrana”. Nesse experimento, ele consegue evidenciar a capacidade dos receptores de menbrana, com suas nanoantenas tipo diapasões, lerem campos de energia e atrairem ou repelirem informação, e/ou frequências de som, e luz. Essas antenas reconhecem as vibrações do que está passando no capilar e usam o princípio da ressonância para acoplar nos receptores, o que a célula esteja necessitando naquele momento. A célula é totalmente quântica. Mais uma evidência científica!! ( Bioscience Reports, Vol. 9, No. 1, 1989). A terapia integrativa repassa informação benéfica para as membranas celulares através de vibração e frequência. 

Tem-se muitas evidências científicas também para explicar os benefícios na saúde e na qualidade de vida, com o uso de produtos que carreiam energia, como homeopatia, florais, óleos essenciais, e as essências vibracionais com tecnologia Quantum Health, essas do Sistema Floral de Ação Quântica. Mas, o mais importante é a quantidade de casos de sucesso que chega até a mim frequentemente. E mais ainda, os pôsteres apresentados no Congresso, anualmente, de casos de sucesso, com comprovação clínica, laboratorial, por fotos acompanhando a evolução e assim por diante. Portanto, se tem a comprovação clínica, é porque a terapia instituída tem resultado benéfico!

Na minha experiência como médica há mais de 35 anos, o uso das essências vibracionais do Sistema de Ação Quântica, é a principal causa do aumento de resolutividade de qualquer abordagem terapêutica, mesmo a convencional, alopática e altamente tecnológica.

E, se ainda depois disso tudo ser exposto aqui, precisamos dar a prova de que o uso dos produtos florais e/ou homeopáticos funcionam, com explicação científica e dentro do que existe de mais moderno, pode-se citar o artigo publicado na revista BMC Complementary and Alternative Medicine (2014, 14:104 doi:10.1186/1472-6882-14-104) sob o nome de:  “Ultra alta diluição modifica expressão gênica de neurônios in vitro”, Marta Marzotto et al. Onde estatisticamente está comprovada a ação epigenética das altas diluições homeopáticas, provando que a energia do produto homeopático desencadeia regulação dos gens. (Marzotto et al. BMC Complementary and Alternative Medicine 2014, 14:104)

Para contribuir ainda mais com essas comprovações científicas, em 10/09/2018, na revista científica muito respeitada, Nature Scientific Reports, foi publicado um artigo que comprova o efeito de medicamento homeopático na inibição da dor e inflamação. Foram usadas as UHD (ultra-altas diluições) do remédio homeopático Toxicodendron Pubensces ou Rhus tox, como é mais conhecido, na dor neuropática em ratos. O estudo apresentou as seguintes conclusões: O tratamento crônico com Rhus tox ultra diluído – especialmente nas ultradiluições 1×1012 e 1 × 10−15 [= CH12 e CH15, respectivamente] – por 14 dias foi capaz de melhorar a dor neuropática e inibir alodinia [= sensação de dor] provocada por frio, calor e trauma mecânico, bem como melhorar a velocidade de condução do nervo motor (MNCV) no nervo constrito. Notavelmente, o tratamento com Rhus tox causou significativa redução dos níveis do fator de necrose tumoral (TNF-α) e interleucina-1β (IL-1β) em comparação com o grupo controle. A comprovação científica está muito bem colocada nesse artigo, pois foram feitas lâminas com cultura de células, e essas entraram em contato com as UHD do Rhus tox, cada cultura com uma diluição. Foi, então, que usando de alta tecnologia, os pesquisadores identificaram os genes que estavam sendo regulados, pelo produto. (Shital Magar, et al. Ultra-diluted Toxicodendron pubescens attenuates proinflammatory cytokines and ROS mediated neuropathic pain in rats. Nature Scientific Reports, 10/09/2018).

Finalmente, já existem publicações favoráveis ao uso dos florais? Um estudo piloto com crianças que apresentavam ADHD (Déficit de atenção com desordem hiperativa), feito no Penn State Hershey Medical Center, Monroeville, PA, revelou que o uso de essências florais foi eficaz em reduzir a desatenção e a hiperatividade quando medido pelo CAP – Child Attention Profile (p=.02). Também mostrou um resultado o dobro favorável na função global em relação ao grupo controle, como medido pela CIS – Columbia Impairment Scale. (Satwant Kaur Mehta, B.S. Penn State Hershey Medical Center, Monroeville, PA. ORAL FLOWER ESSENCES FOR ADHD. J. Am. Acad. Child Adolesc. Psychiatry August 2002 Volume 41, Issue 8, Page 895)

Os mais de cem (100) casos de sucesso publicados nos Anais do CSTQ, desde 2015 até 2018, conferem credibilidade de resultado para as essências vibracionais com tecnologia Quantum Health. As referências bibliográficas e a seriedade com que esses pôsteres são feitos, também permitem dizer que são baseados em ciência. (Anais do CSTQ. ISSN 2446-7472)

Após essas colocações, fica para o leitor a responsabilidade de criar a própria realidade, conforme as teorias quânticas, definindo se os fundamentos das terapias integrativas são aceitáveis como forma de ciência. A minha realidade eu já criei!

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